domingo, 30 de outubro de 2011

Quando as sentimentos transbordam o sentido das palavras...

Só nos apercebemos dos significados dos sentimentos, quando os sentimos intensamente e começamos a interpretá-los no seu sentido real.
Amar-te, foi das coisas mais tive medo. Tive medo, porque apesar de já ter sentido muitas coisas, espécies de sentimentos por pessoas que passaram na minha vida, nunca foi tão forte ao ponto que é o que eu sinto por ti. Quando te conheci, tive receio de me votar a magoar outra vez, mas percebi quando te olhei nos olhos, pela primeira vez, que tu eras completamente diferente dos rapazes da nossa geração. Mas estive sempre de pé atrás até que as coisas, os sentimentos foram se despoletando e eu me apercebi que provavelmente, poderias ser o tal.
Os meses foram passando, muitas emoções, muitos sentimentos a que ambos não estávamos habituados e correu mal em Agosto. Fui extremamente ciumenta, directa e sofri as consequências... foi a pior semana da minha vida, além de fisicamente, também psicologicamente e emocionalmente, estava longe, muito longe de ti. Chorei a semana inteira, as lágrimas pareciam não ter fim e a dor, essa aí parecia que a cada dia aumentava mais e mais. Embora, hoje chegue a pensar que talvez, esse tempo nos fez bem, foi algo que eu prometi-te que jamais nos iria fazer passar outra vez. Foi demasiado doloroso para ambos e temos mais alegrias e amor para dar um ao outro, que propriamente facadas e mágoas.
Confesso, também que foi das melhores noites que passamos, o amor que sentimos um pelo outro, sentiu-se naquele quarto, quando eu regressei.
Por vezes, é preciso 'perdermos' alguém temporariamente para nos apercebemos do seu valor na nossa vida. Eu já não imagino a minha vida sem ti a meu lado, não faz qualquer sentido dar um passo em frente, sem ti a meu lado. Tu foste, tu és e hás-de continuar a ser a pessoa que eu quero e quem eu escolhi para passar o resto da minha vida.
Parece estranho dizer isto, porque ainda temos tanto para viver e passar, que só interessa o presente... mas a verdade é que se o meu presente é a teu lado, eu quero que o meu presente seja transportado para o futuro a curto, médio e longo prazo.
Afinal, o que sinto por ti é o quê? Um gostar? Não. Um adorar? Também não. Amar? Sim, um amor em que eu guardo a palavra 'amo-te' para quando estiveres preparado para a ouvir e me dizeres que me amas também. Sei que esse dia já esteve mais longe, falta só um pequenino empurrãozinho, para que o nosso amor se torne ÚNICO, INESQUECÍVEL, MEMORÁVEL E HISTÓRICO nas nossas vidas, nas vidas daqueles que nos rodeiam, na vida dos nossos filhos, dos nossos netos :)
Juntos, somos um SÓ ! E é assim que quero que continue a ser, vem quem vier, apareça quem aparecer, ninguém jamais vai destruir as muralhas do nosso castelo que tanto trabalho, e ainda dá, a construir.
Sim, eu quero ser a ÚNICA na tua vida, quero ser a tal. Sou doida por ti ! Por todos os nossos momentos vividos e por aqueles que ainda estão por vir, por tudo o que passamos bom e mau, por TUDO... só tenho uma coisa a dizer-te,
Amo-te de verdade.

sábado, 15 de outubro de 2011

Hoje voltei à questão que fazia com 3 anos: PORQUÊ?

Ainda hoje com 20 anos, quase nos 21, me continuo a questionar e a fazer a mesma acção que fazia com 3 anos: porquê que isto acontece, porque é que é assim, porque é que isto ou aquilo.
Se tenho necessidade disso é porque as confusões, as mágoas, as tristezas, as angústias, as ansiedades e todas aquelas emoções que nos fazem estremecer, saltar uma lágrima e personificando mais, quase que o coração nos salta com tanta dor que sente.
Eu hoje, recebi escrever porque me sinto exactamente assim. Apesar da faculdade já ter iniciado, ainda há uma parte de mim que ficou agarrada a Agosto... e isso traz-me uma dor infernal. E outra parte que se tenta agarrar ao presente, pois aprendi só a idealizar o futuro em termos profissionais, pois neste momento, é impossível a nível sentimental fazê-lo.
Porquê que quando gostamos de alguém nos tornamos tão protectores, preocupados, só pensamos no bem do outro e acabamos por esquecer-nos de nós próprios?
Porquê que quando gostamos de alguém fazemos tudo por ele e acabamos por não receber de igual maneira?
Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê?
Porque o AMOR É CEGO, porque nos tornamos uns idiotas quando estamos apaixonados, porque apesar de tudo o que fazemos o esforço é em vão, pois um dia ele bate com a porta e quem fica mal somos nós. E porquê? Porque afinal, eu era mais importante e esqueci-me de olhar pelo meu bem estar.
Hoje em dia, pareço uma criança de 3 anos a perguntar porque é que a corrente electrica dá energia, porque é que a torneira deita água e coisas assim...
Sinto-me um pouco deslocada.. tento distrair-me com a faculdade, e tem dado resultado. Felizmente, tenho pessoas que me rodeiam e que convivem comigo, e afinal, estão ali para quando preciso.
Sinto-me desiludida, sinto-me à nora do que se passa lá fora... mas aprendi uma grande lição: saber viver é de facto difícil, mas se vivermos um pouco mais para nós e não tanto para os outros, vamos conseguir aprender o significado do verbo viver. Eu hoje, não desisti, mas sim ultrapassei uma barreira da insegurança e sei que por mais difícil que seja, vivo mais para mim. Não vale a pena ser egoísta comigo mesma, pois um dia se cair, caio sozinha e depois para me levantar, custa mais.


Deixo aqui uma música que me diz muito: