Ainda hoje com 20 anos, quase nos 21, me continuo a questionar e a fazer a mesma acção que fazia com 3 anos: porquê que isto acontece, porque é que é assim, porque é que isto ou aquilo.
Se tenho necessidade disso é porque as confusões, as mágoas, as tristezas, as angústias, as ansiedades e todas aquelas emoções que nos fazem estremecer, saltar uma lágrima e personificando mais, quase que o coração nos salta com tanta dor que sente.
Eu hoje, recebi escrever porque me sinto exactamente assim. Apesar da faculdade já ter iniciado, ainda há uma parte de mim que ficou agarrada a Agosto... e isso traz-me uma dor infernal. E outra parte que se tenta agarrar ao presente, pois aprendi só a idealizar o futuro em termos profissionais, pois neste momento, é impossível a nível sentimental fazê-lo.
Porquê que quando gostamos de alguém nos tornamos tão protectores, preocupados, só pensamos no bem do outro e acabamos por esquecer-nos de nós próprios?
Porquê que quando gostamos de alguém fazemos tudo por ele e acabamos por não receber de igual maneira?
Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê?
Porque o AMOR É CEGO, porque nos tornamos uns idiotas quando estamos apaixonados, porque apesar de tudo o que fazemos o esforço é em vão, pois um dia ele bate com a porta e quem fica mal somos nós. E porquê? Porque afinal, eu era mais importante e esqueci-me de olhar pelo meu bem estar.
Hoje em dia, pareço uma criança de 3 anos a perguntar porque é que a corrente electrica dá energia, porque é que a torneira deita água e coisas assim...
Sinto-me um pouco deslocada.. tento distrair-me com a faculdade, e tem dado resultado. Felizmente, tenho pessoas que me rodeiam e que convivem comigo, e afinal, estão ali para quando preciso.
Sinto-me desiludida, sinto-me à nora do que se passa lá fora... mas aprendi uma grande lição: saber viver é de facto difícil, mas se vivermos um pouco mais para nós e não tanto para os outros, vamos conseguir aprender o significado do verbo viver. Eu hoje, não desisti, mas sim ultrapassei uma barreira da insegurança e sei que por mais difícil que seja, vivo mais para mim. Não vale a pena ser egoísta comigo mesma, pois um dia se cair, caio sozinha e depois para me levantar, custa mais.
Deixo aqui uma música que me diz muito:
As palavras hoje não são muitas, mas são sentidas: adoro-te!
ResponderEliminarE sim, o amor cega-nos, bloqueia-nos o cérebro. O amor tem o seu lado perverso, o seu lado assustador. E infelizmente não conseguimos controlar as reacções que o amor nos causa...
Estou sempre aqui para ti, sim babe? Quando precisas de um abraço, sabes que não tens que o pedir, os meus braços estão sempre abertos para ti. E sorri, que eu gosto desse sorriso :)
Adoro-te :)